quinta-feira, 22 de maio de 2014

Conceito de texto


Conceito de texto 

O termo texto abrange tanto textos orais, como textos escritos que tenham como extensão mínima dois signos linguísticos, um dos quais, porém, pode ser suprido pela situação, no caso de textos de uma só palavra, como ”Socorro!”, sendo sua extensão máxima indeterminada.

É possível perceber na definição acima, uma ênfase no aspecto material e/ou formal do texto: sua extensão, seus constituintes. Nesse sentido, o texto é encarado como uma unidade que, apesar de teoricamente poder ser de tamanho indeterminado, é, em geral, delimitada, com um início e um final mais ou menos explícito.

A definição de texto deve levar em conta que:

a) A produção textual é uma atividade verbal, isto é, os falantes, ao produzirem um texto, estão praticando ações, atos de fala. Sempre que se interage por meio da língua, ocorre a produção de enunciados dotados de certa força, que irão produzir no interlocutor determinado(s) efeito(s) ainda que não sejam aqueles que o locutor tinha em mira.

b) A produção textual é uma atividade verbal consciente, isto é, trata-se de uma atividade intencional, por meio da qual o falante dará a entender seus propósitos, sempre levando em conta as condições em que tal atividade é produzida; considera-se, dentro desta concepção que o sujeito falante possui um papel ativo na mobilização de certos tipos de conhecimentos, de elementos linguísticos. O sujeito sabe o que faz, como faz e com que propósitos faz ( se entendemos que dizer é fazer).

Na realidade, toda palavra comporta duas faces. Ela é determinada tanto pelo fato de que procede de alguém, como pelo fato de que se dirige para alguém.



Texto e contexto 

(Com) texto, leitura e sentido

A leitura é uma atividade altamente complexa de produção de sentidos que se realiza, evidentemente, com base nos elementos linguísticos presentes na superfície textual e na sua forma de organização, mas que requer a mobilização de um vasto conjunto de saberes.

Subjacente a essa concepção de leitura, encontra-se o pressuposto segundo o qual o sentido de um texto não existe a priori , mas é constituído na interação sujeitos-texto. Assim sendo, na e para a produção de sentido, necessário se faz levar em conta o contexto.


Na leitura e produção de sentido do texto, é solicitado que o leitor considere:

·   A materialidade linguística constitutiva do texto e o efeito de humor que produz, causado pelo jogo de palavras parênteses – explicitada no enunciado do primeiro balão – e parentes – implícita no enunciado do segundo balão.

·         O gênero textual charge e sua funcionalidade;
·         A tematização proposta no título ( projeto anti-nepotismo) circunscrita à realidade brasileira;
·         A data da publicação;
·         O meio de veiculação.

Todos esses conhecimentos constituem diferentes tipos de contextos subsumidos por um contexto mais abrangente, o contexto sociocognitivo.
Assim sendo, que significados devem se tornar explícitos depende, em larga escala, do uso que o produtor do texto fizer dos fatores contextuais. Tanto na fala como na escrita, os produtores fazem uso de uma multiplicidade de recursos, muito além das simples palavras que compõem as estruturas. Foi o que percebemos no texto anterior, é o que perceberemos no miniconto a seguir:

Vejam só: aos nove anos e três meses de idade, Serginho está deitado embaixo das cobertas com uma calça de veludo de duzentos e vinte reais, camiseta de quarenta e cinco, tênis que pisca quando encosta no solo, óculos de sol com lentes amarelas, taco de beisebol, jaqueta de náilon lilás, boné da Nike, bola de futebol de campo tamanho oficial, dois times de futebol de botão, CD dos Tribalistas, joystick, Gameboy, uma caixa de bombom de cereja ao licor, dois sacos de jujuba, um quebra-cabeça de mil e quinhentas peças, um modelo em escala do “F” cento e dezessete (desmontado), chocolate pra uma semana, três pacotes de batatinha frita (novidade, com orégano), dois litros de refrigerante com copo de canudinho combinando, quatro segmentos retos e quatro curvos de pista autorama, dois trenzinhos (um de pilha e um de corda), controle remoto, duas raquetes de pingue-pongue, duas canecas do Mickey e nem adianta seu pai, do outro lado da porta trancada pelo menino emburrado, dizer que sua mãe já volta.

Na leitura do texto, o contexto linguístico – o co-texto – orienta-nos na construção da imagem do menino, segundo sugestão expressa do próprio título Menino cheio de coisa.

Entretanto, além do linguístico, a leitura do texto demandará a (re) ativação de outros conhecimentos armazenados na memória. São esses conhecimentos que nos possibilitarão, por exemplo, situar o protagonista da história nos tempos atuais e desvelar, na “inocente historinha” , uma crítica ao modo como as crianças são educadas – alimentadas pelo consumismo, incapazes de aceitarem uma negação.

Concluímos que: o texto não é apenas escrito, podendo ser também uma imagem, um quadro, um mapa, uma letra de música ou até mesmo um simples bilhete, pois tem a intenção de comunicar, contar uma história, retratar um momento porem o objetivo é sempre o mesmo fazer com  que o a mensagem seja entendida pelo receptor. Cada texto tem sua finalidade seja ela cultural, técnica entre outros.
Esperamos que gostem do nosso trabalho e conclusão.
Boa leitura e bom estudo a todos J

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